Crianças precisam ser estimuladas a comer, nunca forçadas!

O desconhecimento do comportamento normal de um bebê, a dificuldade para distinguir o desconforto sentido em decorrência da sensação de fome, daqueles causados por outros tipos de fatores como sede, incômodo causado por fraldas sujas e molhadas, calor ou frio, necessidade de carinho e presença da mãe/pai. Por causa desses fatores, mães/pais podem se ver tentados a oferecer alimentos a toda hora, mesmo quando a criança não tenha fome. Desta forma, e sem saber, interferem no auto-controle da criança pela demanda por alimentos.

As crianças amamentadas desenvolvem muito cedo a capacidade de auto-controle sobre a ingestão de alimentos, segundo suas necessidades, pelo aprendizado da saciedade, após a comida, e da sensação fisiológica da fome durante o período de jejum.

Mais tarde, dependendo dos alimentos e da forma como lhe são oferecidos, também desenvolvem o auto-controle sobre a seleção dos alimentos. A criança que inicia a alimentação complementar está aprendendo a testar novos sabores e texturas de alimentos e sua capacidade gástrica é pequena. Após os seis meses, a capacidade gástrica do bebê é de 20-30ml/Kg de peso.

Portanto, práticas que adotam esquemas rígidos de alimentação podem prejudicar o adequado desenvolvimento do auto-controle da ingestão alimentar pela criança.

Geralmente há uma expectativa muito maior sobre a quantidade de alimentos que os filhos necessitam comer. Assim, a oferta de um volume maior de alimentos que a capacidade gástrica da criança pequena, resulta na recusa de parte da alimentação e consequente aumento de ansiedade por parte dos pais.

O tamanho da refeição está relacionado positivamente com os intervalos entre as refeições. Isto é, grandes refeições estão associadas a longos intervalos e vice-versa. O bebê deve receber alimentos quando demonstrar fome. Horários rígidos para a oferta de alimentos prejudicam a capacidade da criança de distinguir a sensação de fome e de estar satisfeito após a refeição. Práticas de gratificação (prêmios) ou coercitivas (castigos) para conseguir com que as crianças comam o que eles (os pais) acreditam que seja o necessário para ela, são desaconselháveis.

Como diz o velho ditado: “Em casa que há comida, criança nunca morre de fome”. Converse sempre com o pediatra e mantenha a tranquilidade durante as refeições!

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